Ações do Grupo Casas Bahia (BHIA3) caem 8,38% às 12h30, cotadas a R$ 1,53, entre as maiores desvalorizações do pregão desta segunda-feira. O papel atingiu o menor valor histórico. O giro financeiro do período foi de R$ 4,7 milhões, bem abaixo dos R$ 11,1 milhões registrados na sexta-feira (15).
A companhia, dona das lojas Casas Bahia e Ponto Frio, acumula queda de 42,5% no mês de maio e de 51,1% no ano. Nos últimos 12 meses, a desvalorização chega a 67,1%, conforme levantamento do Valor Pro. Os resultados do primeiro trimestre mostraram evolução operacional, especialmente nas vendas on-line, mas juros elevados mantiveram as despesas financeiras altas, gerando prejuízo superior a R$ 1 bilhão.
Em teleconferência, a diretoria afirmou que, além de resolver a estrutura de capital com renegociação de passivos, é necessário gerar lucro líquido. A empresa revelou expectativa de melhora no desempenho em 2027, mas o mercado acompanha com cautela a possível elevação do risco de liquidez ante o cenário de juros mais altos.
Desempenho financeiro e riscos de liquidez
O relatório do 1T24 aponta maior peso das operações digitais, mas o endividamento elevado pressiona o resultado. Analistas destacam que o cenário de juros longos elevou o custo de financiamento para companhias alavancadas como o Grupo Casas Bahia.
Há também atenção ao timing do ciclo de cortes da taxa Selic, que pode influenciar a liquidez e a capacidade de reverseir dívidas no curto prazo.
A empresa não informou novos dados adicionais para diferentes mercados, mantendo o foco na renegociação de passivos e na melhoria de margem operacional.
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