A Engemon, grupo paulista de engenharia, tecnologia e energia, nasceu em 1990 quando dois jovens saíram da Escola Técnica Federal de São Paulo para montar a empresa. Hoje, o faturamento previsto para 2026 é de cerca de R$ 1,2 bilhão, impulsionado pela demanda por data centers.
A trajetória começou com instalações elétricas e reformas para bancos, hospitais e escritórios. O modelo era atender demandas rápidas, muitas vezes em horários fora do expediente, para não interromper as atividades dos clientes.
Ao longo dos anos 2000, a Engemon migrateu para cabeamento estruturado e soluções de infraestrutura de dados, acompanhando a evolução tecnológica do mercado. A virada ocorreu com a entrada em projetos mais tecnológicos.
O marco dos data centers e a IA
Em 2009, a Engemon participou da construção do primeiro data center do UOL, sinalizando um novo norte estratégico. A partir de então, a empresa passou a focar em obras que exigem alta especialização técnica e operação contínua.
Projetos para Globo.com, Vivo, Equinix e a infraestrutura associada à Olimpíada do Rio ampliaram o portfólio. A demanda por processamento de IA elevou a importância de estruturas mais robustas e com maior capacidade energética.
Hoje a Engemon atua desde a seleção de terrenos até a construção e manutenção de data centers. A disponibilidade de energia é vista como fator decisivo para a localização dos empreendimentos, com investimentos vindos de diversos mercados globais.
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