A Caixa Asset, gestão de investimentos do banco público, planeja lançar fundos imobiliários com foco no setor ainda em 2026. A estratégia envolve ampliar a exposição a ativos de crédito do setor, principalmente CRIs, para oferecer novas opções aos clientes.
A gestora já participou do segmento de fundos imobiliários, mas sem atuação contínua. A ideia agora é criar uma frente permanente voltada ao mercado, com operação estruturada e estável ao longo do tempo.
Parcerias e cogestão
A modelagem dos produtos vem sendo discutida com RB Asset, TG Core e RBR Asset, escolhidas para atuar em cogestão, segundo a imprensa. A seleção considerou experiência técnica e desempenho financeiro.
A Caixa Asset ficará responsável por definir as diretrizes gerais de investimento, enquanto as parceiras cuidam da originação de recebíveis e da análise dos ativos. Governança e critérios de risco também estão em definição.
A instituição avalia abrir espaço para outras empresas participarem da distribuição das cotas, sem exclusividade com a rede da Caixa. O objetivo é ampliar a capilaridade das operações.
Estrutura de atuação e foco de investimentos
A estratégia prevê fundos com maior participação de CRIs, títulos de renda fixa atrelados ao setor imobiliário. A ideia é oferecer rendimento com isenção de Imposto de Renda para investidores qualificados.
Podem ser lançados mais de um fundo do tipo papel, com recursos direcionados a ativos financeiros do setor, e não apenas à aquisição de imóveis físicos. Além dos CRIs, há espaço para LCIs e aplicações de liquidez imediata.
Os fundos imobiliários permitem exposição ao setor sem compra direta de imóveis, com cotas negociadas na bolsa e remuneração por valorização ou distribuição de rendimentos.
A Caixa Asset também vê potencial para ampliar fontes de financiamento do mercado imobiliário brasileiro, aproximando investidores da construção civil. A diversificação visa reduzir riscos e ampliar alcance regional.
Para a gestão, a carteira buscará diversificação entre modalidades de crédito e regiões do país, alinhando liquidez, risco e retorno para ampliar a estratégia do banco no segmento.
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