A inteligência artificial generativa está ganhando relevância prática no mundo dos negócios. Em entrevista exclusiva, Judith Wiese, Chief People and Sustainability Officer da Siemens, analisa o impacto da IA na indústria e como a empresa posiciona suas operações, principalmente no Brasil.
Wiese comenta que acordos comerciais de grande escala, como a aproximação entre União Europeia e Mercosul, podem facilitar negócios e integração tecnológica. Segundo ela, a queda de tarifas criaria ambiente regulatório mais favorável e conectaria mercados com maior eficiência.
Para a Siemens, a redução de barreiras aduaneiras potencializa a entrada de soluções do portfólio global no Brasil. A executiva aponta que convergência regulatória em áreas como cibersegurança e redes 5G industriais pode elevar a competitividade da indústria brasileira.
Implicações da IA no trabalho e na produção
A Siemens adota três pilares para a IA: uso no dia a dia dos colaboradores, desenvolvimento de produtos e transformação de processos. A empresa criou uma plataforma própria de IA generativa para a segurança dos dados internos, com ambiente de testes.
A plataforma, apelidada de GPT da Siemens, visa facilitar o acesso a ferramentas de IA sem expor informações confidenciais. A iniciativa busca reduzir barreiras de entrada por meio de educação e conscientização.
Na prática industrial, assistentes cognitivos e copilotos substituem parte da dependência de engenheiros, aumentando a autonomia das equipes. Na fábrica de Amberg, na Alemanha, técnicos passaram a diagnosticar e reparar máquinas complexas com maior independência.
Para Wiese, a IA agêntica representa mais produtividade e flexibilidade, não apenas uma substituição de mão de obra. A visão é de que mais resultados sejam produzidos, com reinvestimento dessa capacidade para acelerar o crescimento.
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