Angra 3 volta a ganhar a pauta do governo após sucessivos adiamentos. O tema envolve a retomada das obras da usina nuclear e a definição sobre seu futuro, com impactos esperados para a segurança energética do Brasil.
Alessandro Facure, diretor-presidente da ANSN, afirmou em entrevista que a indefinição sobre Angra 3 gera custo irreversível ao país. A afirmação acompanha dados do TCU, que aponta desperdício de cerca de 2 bilhões de reais nos últimos anos. A ANSN não decide pela continuidade; a decisão está nas mãos do CNPE.
A autoridade destaca que Angra 3 só funcionará com os mais rigorosos padrões de segurança. Segundo estudos do BNDES, a conclusão das obras pode exigir cerca de 23,9 bilhões de reais. O montante é considerado justificável pelo papel estratégico da energia nuclear no sistema elétrico.
Custo, segurança e contexto estratégico
Facure sustenta que a energia nuclear amplia a segurança energética do Brasil e ganha importância no cenário geopolítico e na transição energética, por ser de baixa emissão de carbono. A retomada é discutida em meio a debates sobre viabilidade econômica e necessidade de diversificação da matriz.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aponta o custo estimado para finalizar a usina. A avaliação leva em conta encargos de construção, infraestrutura e adaptações técnicas. Em debate público, autoridades ressaltam benefícios da fonte para estabilidade do sistema.
Histórico do projeto
O projeto de Angra 3 teve início na década de 1980, foi interrompido e retomado em 2010. Desde então, a continuidade tem enfrentado novas paralisações e revisões, mantendo a decisão sobre o futuro da usina em suspenso. A definição permanece sob apreciação de instâncias governamentais competentes.
Entre na conversa da comunidade