O que aconteceu: as ações da Marisa (AMAR3) caem após a divulgação do balanço do 1º trimestre de 2026 e do parecer da auditoria BDO, que levantou dúvidas sobre a continuidade operacional e apontou divergências contábeis ligadas a contingências tributárias. Por volta de 12h45, os papéis recuavam 7,5%, a R$ 0,74.
Quem está envolvido: a Marisa, que apresentou números fracos, e a auditoria independente BDO, responsável pelo parecer com ressalvas sobre as demonstrações financeiras. A controlada indireta M Serviços, antiga M Cartões, figura como ponto central das divergências citadas.
Quando e onde aconteceu: o movimento de queda ocorreu nesta segunda-feira (18), após a divulgação do balanço do 1T/2026. A empresa atua no setor de varejo no Brasil, com atuação e registro de resultados reportados pelo mercado.
Por que ocorreu: o desempenho operacional foi marcado por prejuízo líquido de R$ 95,8 milhões no trimestre, frente a lucro de R$ 2,3 milhões no mesmo período de 2025. A receita caiu 3,8% para R$ 286,5 milhões, e o EBITDA recuou 67%, para R$ 28,5 milhões, com margem degradada em 19 pontos percentuais.
Ponto principal
A BDO aprovou as demonstrações com ressalvas, apontando divergências sobre contingências ligadas à M Serviços. A administração classificou o risco de perda como possível, sem reconhecer provisões, o que, para o auditor, exigiria o reconhecimento do passivo.
A auditoria também destacou que decisões desfavoráveis já foram comunicadas entre 2022 e 2023, impactando a avaliação contábil da empresa. O parecer sugere tratamento contábil diferente do adotado pela Marisa.
Risco de continuidade
O relatório evidencia que o passivo circulante supera o ativo circulante em R$ 441,3 milhões, sinalizando pressão sobre a liquidez da varejista. O parágrafo de ênfase reforça a incerteza relevante sobre a continuidade operacional.
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