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Omnia e Casa dos Ventos fecham acordo bilionário para data center do TikTok

Omnia e Casa dos Ventos fecham acordo de US$ 2 bilhões para data center do TikTok em Pecém, com energia de parques eólicos

Turbinas eólicas em Palm Springs, Califórnia, EUA, em 12 de outubro de 2024
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A Omnia, do Patria Investimentos, fechou acordo com a Casa dos Ventos para fornecimento de energia elétrica ao data center que a ByteDance, dona do TikTok, está construindo no Brasil. O acordo tem valor estimado em US$ 2 bilhões e tem duração de 20 anos, segundo as empresas.

O empreendimento fica noComplexo portuário do Pecém, no Ceará, e será o maior data center em desenvolvimento no país. A primeira fase terá 200 MW de TI e consumo de cerca de 300 MW, com energia proveniente de parques da Casa dos Ventos.

A assinatura representa um passo estratégico para transformar o Pecém em um campus global de data centers, conforme afirmou o CEO da Omnia. O modelo de autoprodução permite benefícios tarifários e custos de insumo mais competitivos para os consumidores.

Detalhes do acordo e produção de energia

A energia virá principalmente do complexo eólico Ibiapaba, com 630 MW no Ceará, em construção pela Casa dos Ventos, que tem a TotalEnergies como acionista. Parte do consumo virá de Dom Inocêncio, no Piauí, também propriedade da mesma empresa.

O contrato cobre 20 anos e estimula a expansão da capacidade geradora da Casa dos Ventos, com previsão de acréscimo de 2,1 GW e investimentos de R$ 11 bilhões no parque. A Omnia não revelou a fatia que terá nas usinas.

A construção do data center começou em janeiro, com início da operação previsto para o terceiro trimestre de 2027 e expansão gradual até 2029. O projeto visa explorar a zona de processamento de exportação do Pecém.

Questões ambientais e licenças

O projeto enfrenta críticas de entidades socioambientais quanto ao uso de água e impactos para comunidades indígenas da região. A Omnia afirma que o empreendimento está licenciado e cumpriu exigências federais e estaduais.

Segundo Rodrigo Abreu, CEO da Omnia, o empreendimento tem impacto considerado positivo na região, com programas de emprego e formação técnica já em desenvolvimento, além de uso de água estimado como mínimo.

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