A Pagos promoveu, no último mês de abril, a 45ª Reunião do ano. O tema central foi o avanço dos agentes inteligentes na experiência de compra, segurança e regulação do comércio no Brasil. O painel reuniu especialistas e executivos do setor.
Valéria Carrete, mediadora e vice-presidente de Emissores da Pagos, abriu o debate apontando a transição: de simples assistentes para verdadeiros condutores de decisões de compra, pesquisa e pagamento. O entendimento é de que isso afeta autenticação, segurança e a responsabilidade nos negócios.
Agentes autônomos na prática
Giudelli destacou que a IA já resolve problemas reais, com agentes atuando de forma autônoma em lojas físicas, definindo preço e tomando decisões sem intervenção humana. Segundo ele, a velocidade dessa mudança é acelerada, aproximando-se de uma nova era de destruição criativa.
Thais Cabral Padilha, da Salesforce, enfatizou questões regulatórias e de proteção de dados. Ela afirmou que em breve deverá haver normas específicas para transações realizadas por IA, definindo responsabilidades de usuários, provedores de IA e das plataformas que a gerem. Observou ainda que a IA hoje pode extrapolar limites de crédito.
Desafios de implementação e segurança
Pedro Bramont, executivo do setor bancário, ressaltou que o desafio atual não é apenas criar agentes, mas orquestrar vários deles, definir quais utilizam em cada transação e monitorar desempenho. A governança é apontada como chave para reduzir riscos e melhorar eficiência.
A mesma linha foi adotada por Padilha, que tratou de novos parâmetros para identificação em transações por IA, como velocidade de digitação, erros, inclinação do dispositivo e pressão na tela. Ela destacou o papel das adquirentes na preparação para o comércio agêntico.
Oportunidades e impactos
Bramont citou o setor aéreo como exemplo de personalização: agentes podem combinar datas, destinos, clima e orçamento para sugerir opções de viagem de forma rápida. Estudos de mercado indicam a IA como motor de transformação no comércio digital e nos serviços financeiros, com potencial de movimentar trilhões até 2040.
Valéria Carrete encerrou o debate destacando o papel conjunto de setor privado e público na construção desse ecossistema. A ideia é explorar experiências globais, com prefeituras preparando conteúdos para serem interpretados por agentes de IA.
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