A Samsung Electronics e o sindicato dos trabalhadores da empresa voltam a negociar nesta terça-feira (19) na Coreia do Sul, com o objetivo de evitar a maior greve da história da companhia. A paralisação pode começar na quinta-feira (21) se não houver acordo.
A ameaça preocupa autoridades e investidores, já que cerca de 47 mil funcionários podem aderir ao movimento. A Samsung lidera o mercado de memória e responde por cerca de um quarto das exportações da Coreia do Sul, elevando o peso estratégico do desfecho.
Impacto no setor e na economia
O país acompanha o caso com atenção, pois uma greve prolongada pode afetar o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros. O governo monitora as negociações com cautela, dada a importância da Samsung no setor de chips.
O sindicato cobra mudanças na política de remuneração, incluindo o fim do teto de bônus de 50% do salário anual e a destinação de 15% do lucro operacional para participação nos resultados. A Samsung propõe reservar entre 9% e 10% do lucro para bônus, mantendo o teto atual.
Avanços legais e possível desdobramento
Paralelamente, a Justiça sul-coreana aumentou a pressão sobre as partes. Um tribunal concedeu liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve, permitindo que parte dos trabalhadores continue operando para evitar danos às fábricas. Multas podem chegar a 100 milhões de wons por dia.
Os sindicatos mantêm a ameaça de greve caso não haja acordo, afirmando seguir em negociações de boa-fé. A Samsung ainda não comentou oficialmente o caso.
Paralisação pode gerar perdas para a Samsung
Relatório do JPMorgan estima impactos significativos caso haja greve, com perdas entre 21 e 31 trilhões de won (até US$ 20,8 bilhões). O estudo aponta efeito relevante sobre resultados e fluxo de caixa da empresa.
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