O São Paulo Innovation Week (SPIW) realizou sua primeira edição, entre 13 e 15 de maio, na Mercado Livre Arena, em Pacaembu. O evento reuniu painéis sobre marcas, marketing e criatividade, com foco numa inovação que dialoga com o humano, além das tecnologias.
Ao longo de quase mil horas de conteúdo, o SPIW explorou inovação em áreas como cultura, esportes, agro, políticas públicas e responsabilidade social. A discussão destacou o papel da emoção na comunicação, especialmente frente a avanços em IA.
Conexões que movem marcas
Painéis com executivos de marcas tradicionais mostraram que clientes valorizam experiência e pertencimento. Caio Amato, presidente global da Oakley, disse que consumidores buscam valores, não apenas produtos.
O Grupo Boticário também destacou a importância de vínculos reais. Eduardo Rebola ressaltou que a emoção, a memória afetiva e o significado orientam a construção de marcas que resistem ao tempo.
Plataformas e formato da comunicação
Jubi Moreira, da TikTok, explicou que a comunidade impulsiona tendências e que a linguagem compartilhada cria conexão. Lys Prol, da Wake, reforçou o papel das redes sociais em engajamento e a velocidade de impacto.
No debate sobre IA, Aaron Sutton, da Africa, apontou cautela com o uso excessivo de IA, citando a campanha da Brahma que resgata Cauby Peixoto para o Mundial, mesclando repertório clássico com inovação.
Perspectivas globais e Brasil urbano
Marcelo Serpa e Sutton destacaram que a troca geracional ocorre em ambientes abertos, com diversidade como motor da inovação. Gabriela Onofre, do Publicis, e Ricardo Al Makul, da KES, mostraram como diferentes países inspiram práticas diversas.
O SPIW também levou debates para além do centro, ocupando CEUs na periferia de São Paulo, como Heliópolis, Freguesia do Ó, Sapopemba e Cidade Ademar, para discutir ciência, tecnologia e futuro.
Visão de futuro e humano
Michelle Schneider participou de múltiplos painéis, defendendo que o foco deve ser no ser humano do futuro, independentemente da disrupção tecnológica. A ideia é manter bases emocionais como elemento central da inovação.
O evento encerra com a leitura de que a tecnologia não substitui a necessidade de pertencimento e emoção nas marcas, reforçando a ideia de que a inteligência emocional é tão relevante quanto a artificial.
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