A B3 registrou no dia 8 de maio o primeiro negócio envolvendo uma Opção Flexível com garantia atrelada ao HASH11, ETF que replica o Nasdaq Crypto Index. A operação envolveu as corretoras Inter e XP, marcando a entrada de um produto de cripto no universo derivativo com contraparte central.
O instrumento foi negociado no balcão da bolsa, em ambiente de negociação personalizado, com a Câmara B3 atuando como CCP. A flexibilização permite ajuste de vencimento, preço de exercício, quantidade e outras funcionalidades, conforme acordo entre as partes.
Para a B3, o uso de Opções Flexíveis representa avanço na sofisticação de instrumentos de balcão, ampliando a exposição a criptoativos com infraestrutura de gestão de risco. A estrutura busca combinar personalização entre compradores e vendedores com a segurança da CCP.
Sobre as Opções Flexíveis
As Opções Flexíveis são contratos bilaterais que permitem escolher condições sob medida, incluindo limitadores e barreiras, ao mesmo tempo em que mantêm o direito, não a obrigação, de comprar ou vender o ativo-objeto.
Diferentemente das opções listadas, as flexíveis não seguem séries padronizadas, e as negociações ocorrem com a definição de termos entre as partes. A CCP assegura garantias e liquidação conforme o acordo.
O caso envolvendo HASH11 reforça a adoção de derivativos no Brasil com ativos digitais, apoiada pela infraestrutura da B3 e pela intermediação de entidades do mercado. Não há conclusão nem opinião no texto.
Entre na conversa da comunidade