O movimento para invalidar o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade), realizado pela Aneel em março, ganha força. Cerca de 19 GW foram contratados, segundo a EPE, como reforço à segurança de suprimento e para atender modelos com mais flexibilidade. O MME afirma que os investimentos somariam cerca de R$ 64,5 bilhões.
Críticos dizem que o leilão pode aumentar custos para o consumidor. A CNI e a Fiesp pedem suspensão da homologação, citando impactos financeiros. O Cade abriu apuração administrativa e o TCU foi acionado. O MPF pediu a suspensão imediata de contratos por irregularidades.
A Aneel retirou a homologação da pauta de reunião desta semana, aguardando desfechos de disputas judiciais. Há ainda pedidos para cancelar o certame e realizar um novo leilão no futuro, com apoio de influenciadores e de setores da indústria.
Atores e motivações
Diversos agentes defendem a suspensão ou anulação, argumentando custo elevado e opacidade no processo. As críticas também envolvem alegações de cartel e de revisão inoportuna de preços-teto, segundo fontes e movimentos setoriais.
Riscos e cenários
Especialistas apontam que o aviso do ONS e da EPE sobre a necessidade de flexibilidade não pode ser ignorado. A incerteza climática, com probabilidade de El Niño elevado, pode afetar reservatórios e geração. Riscos geopolíticos também influenciam custos de energia.
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