O choque do petróleo elevou a projeção de inflação do governo para perto do teto da meta, segundo Débora Freire, secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Ela participou do programa Mercado Aberto, do Canal UOL.
Freire explicou que a alta do IPCA veio do encarecimento do petróleo e de derivados, com possibilidade de efeito de segunda ordem sobre alimentos e produtos finais. Nesse cenário, o debate fica sobre o ritmo de cortes da Selic.
Ela afirmou que esse choque, por ser de oferta, não deve ser mitigado com juros, pois a ferramenta não é eficaz para esse tipo de inflação. O cenário continua muito incerto, conforme a secretária, dependente do preço do petróleo, da duração do conflito no Oriente Médio e da extensão do choque.
Perspectivas para o Banco Central
Freire diz que o BC ainda tem espaço para reduzir a Selic, pois a política monetária permanece restritiva e os juros reais elevados. A definição do ritmo de flexibilização, no entanto, fica a cargo do Banco Central, conforme a secretária. O mercado já precifica possível ajuste mais lento, com a Selic terminal no fim do ano mais alta.
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