Quase quatro meses após decisão do STJ, a revisão do valuation da fabricante de cadeiras Flexform segue estagnada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O processo envolve uma disputa familiar com patrimônio bilionário e tem ganhado atenção por atrasos judiciais.
A ação envolve o empresário italiano Ernesto Iannoni, hoje com 90 anos, e herdeiros da família. O impasse teve início quando Iannoni se aposentou e vendeu a participação remanescente em uma das empresas do grupo. Na época, a empresa era avaliada em cerca de 200 milhões de reais; após divergências, novo laudo reduziu o valor para aproximadamente 50 milhões, base usada para o pagamento ao empresário.
O STJ reconheceu falhas relevantes na metodologia da perícia e determinou o retorno do caso ao TJ-SP para novo julgamento, exigindo o reexame da validade do laudo contábil. Apesar da determinação, não houve avanço efetivo no tribunal paulista. O advogado Rafael Carneiro aponta que a decisão superior reconhece erro na avaliação e cobra cumprimento célere para não esvaziar o sentido da decisão.
Histórico da disputa
Entre as primeiras etapas, o processo tramita há mais de 15 anos e envolve controvérsias sobre a divisão do patrimônio do grupo. O conflito começou com a aposentadoria de Iannoni e a venda de sua participação, o que desencadeou disputas entre familiares sobre a avaliação da empresa e o valor a ser pago. A controvérsia paralisa a conclusão do acordo de partilha.
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