Os ministros das Finanças do G7 se reuniram em Paris, nos dois primeiros dias, para discutir desequilíbrios econômicos globais e os impactos da guerra envolvendo o Irã. O grupo pediu ações para enfrentar a fragmentação da economia mundial, embora tenha apresentado poucas medidas concretas até o momento.
Eles também trataram da necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz e de manter o apoio à Ucrânia, enquanto permaneciam divergências entre os EUA e os demais membros sobre temas ligados ao Irã e à Rússia. A discussão ocorreu no contexto de volatilidade nos mercados de títulos globais.
Panorama econômico e energia
Segundo o ministro francês, Roland Lescure, o G7 debateu a diversificação de fornecimentos de terras raras e minerais críticos, além dos desequilíbrios que alimentam tensões comerciais. Ele citou como cenário provável uma China com alta demanda externa e os EUA com consumo elevado.
Lescure enfatizou a necessidade de monitoramento financeiro mais rigoroso e de planos domésticos para ampliar investimentos e produtividade. O tema dos superávits chineses foi citado, mas as discussões no G20, do qual a China participa, teriam produzido poucos avanços.
Comércio e medidas protegidas
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou sobre a necessidade de mecanismos de proteção comercial diante de exportações chinesas crescentes. Ele afirmou, após a reunião, que o alerta se confirmou.
Bessent também apontou a relevância de sanções financeiras contra o Irã, com integração de ações para coibir a “frota sombra” e a transferência de petróleo para navios não sancionados. O tema divide com os europeus a distância das políticas adotadas.
Ucrânia e Rússia
O comunicado conjunto do G7 reiterou o apoio firme à Ucrânia e a condenação à Rússia. Ao mesmo tempo, houve tensões internas sobre a renovação de flexibilizações para compra de petróleo russo por países vulneráveis em energia, com divergências entre Estados Unidos e aliados europeus.
O comissário europeu para Economia, Valdis Dombrovskis, reconheceu que nem todos os países estão 100% alinhados em todas as medidas. Ele destacou a necessidade de cooperação com parceiros que compartilham visão semelhante.
Minerais críticos e estratégias futuras
Os ministros sinalizaram que pretendem aprofundar a cooperação com parceiros que compartilham objetivos semelhantes na área de minerais críticos. O objetivo é reduzir a dependência da China e criar reservas estratégicas, além de estabelecer mecanismos de preços para evitar pressões excessivas sobre cadeias de suprimento.
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