Entre subsídios e alta de preços: como a gasolina desafia governos da América Latina
O aumento global do petróleo, agravado pela guerra no Oriente Médio, pressiona políticas de combustíveis na América Latina. Países devem negociar entre subsídios e repasses ao consumidor para evitar déficit e manifestações, segundo especialistas.
Brasil anunciou subsídio para segurar o preço da gasolina, com valores entre 40 e 45 centavos de real por litro. Diesel recebe apoio de 32 centavos por litro, conforme decreto oficial. Medidas acompanham reduções fiscais anteriores.
No Equador, tarifas elevadas colocaram o combustível de alta octanagem em patamar próximo aos dos EUA, ampliando o custo para motoristas. Em março houve divulgação de subsídios no Brasil para diesel; em abril houve isenções para diesel, gás em botijão e aviação.
O México ampliou significativamente o subsídio à gasolina premium, de 26% para 40%, equivalente a 2,28 MXN por litro. Subvenções para gasolina comum e diesel ficaram em 49% e 63%, com preços máximos fixos em postos. Peru recorreu a empréstimo de emergência de US$ 2 bilhões para sustentar a Petroperú.
Especialistas destacam que margens fiscais na região foram afetadas pela pandemia e por medidas recentes do Congresso. A depender da política adotada, governos podem aplicar preços reais aos derivados ou absorver perdas das petroleiras estatais, com impactos inflacionários e eleitorais.
Para analistas, a região reage de forma heterogênea ao choque petrolífero. Países com menor credibilidade fiscal tendem a manter subsídios; outros repassam custos aos consumidores. O Brasil registra dívida pública elevada e déficit, elevando a dependência de financiamento externo para subsídios.
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