A CACB e a Acif criticam a condução do debate sobre a redução da chamada “taxa das blusinhas” e a possível mudança da escala 6×1, destacando impactos na competitividade, nos custos e na geração de empregos. As entidades apontam que as mudanças podem ocorrer em ano eleitoral, o que, segundo elas, não é o momento adequado para tratar do tema.
Representantes de varejo, serviços e restaurantes afirmam que alterações sem estudo aprofundado elevam custos logísticos e trabalhistas. De acordo com as entidades, a escala 6×1 é fundamental para o funcionamento quase diário desses setores, e repassar custos ao empregador seria inviável. O efeito imediato seria potencial inflação no preço final ao consumidor.
Célio Antônio Bernardi Junior, da Acif, cita mobilização de milhares de empresários já impactados por uma possível mudança. Ele afirma que o tema exige debate técnico detalhado e observação de impactos econômicos locais, já que cada empresa tem realidade distinta. O grupo continua acompanhando a discussão em Florianópolis.
Taxa das blusinhas
Dados da CACB mostram alta exposição do vestuário e acessórios à competição externa, com parte relevante do setor formado por micro e pequenas empresas. Estima-se que o faturamento dessas entidades tenha recuado 15,9% em março de 2026, enquanto estudo anterior indica que a taxação poderia manter 135 mil empregos e evitar perda de até R$ 20 bilhões na economia.
Para a Acif, o ponto central envolve competitividade. A entidade ressalta que o objetivo é manter igualdade de condições entre empresas, evitando decisões que possam prejudicar o empresariado local. A avaliação é de que medidas sem análise adequada costumam impactar negativamente o mercado.
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