A Bolsa de Valores fechou em queda nesta terça-feira (19), com o índice somando 174 mil pontos e recuo de 1,52%. O movimento ocorreu em meio a um cenário externo mais cauteloso, com tensões no Oriente Médio, preços elevados do petróleo e expectativa de juros elevados nos EUA. O dólar subiu e ficou acima de R$ 5, abrindo perto desse patamar na manhã seguinte.
A percepção de que a inflação pode permanecer elevada nos Estados Unidos alimenta a ideia de juros altos por mais tempo, acelerando a cautela em mercados globais. No Brasil, o pregão refletiu esse ambiente externo pressionado por fatores macroeconômicos.
Aproximação entre EUA e China
Nos últimos dias, o mercado passou a reagir a sinais de aproximação entre EUA e China no comércio. A possível redução de tarifas para operações acima de US$ 30 mil, segundo especialistas, gerou otimismo entre investidores. A expectativa é de que esse cenário reduza a fricção comercial global.
Entre os que comentam o tema, está o economista Rodrigo Simões. Ele aponta que a redução de tarifas poderia aliviar custos para empresas brasileiras com operações internacionais, contribuindo para o ambiente de aprendizado de mercados. O efeito positivo seria visto não apenas no Brasil, mas globalmente, diante de uma possível reaproximação entre Washington e Pequim.
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