Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Arezzo e Soma: por que fusão gerou disputa bilionária

Conflito entre Birman e Jatahy coloca fusão bilionária sob risco; disputas judiciais e saídas de executivos aceleram possível desmembramento

Roberto Jatahy (à esquerda) e Alexandre Birman (à direita): guerra declarada
0:00
Carregando...
0:00

A fusão entre Arezzo e Grupo Soma, anunciada em 2024, gerou expectativas de criação de um polo varejista de moda no Brasil. A união reuniria marcas como Schutz, Arezzo, Farm, Animale e Reserva, com promessas de escala e competitividade frente a mercados asiáticos.

Nos bastidores, a gestão da nova companhia, a Azzas 2154, ficou marcada por atritos entre os principais nomes. Alexandre Birman, da Arezzo, e Roberto Jatahy, do Soma, teriam divergências sobre controle, decisões estratégicas e ritmo de integração.

Choque de culturas

O confronto interno é apontado como um dos principais problemas desde o começo da integração. Birman era visto como controlador; Jatahy, mais flexível. A diferença de estilos gerou tensões sobre governança e autoridades.

A disputa pela escolha de executivos ficou evidente ainda antes da conclusão da fusão. Jatahy defendia avaliações independentes; Birman queria manter a decisão final dele como CEO da empresa consolidada.

A percepção de que a operação funcionaria como uma aquisição disfarçada ganhou força entre acionistas e equipes. Consultores chegaram a sugerir que o negócio não avançasse, sinalizando fragilização da integração.

Crise e desdobramentos

Mesmo com a cerimônia na B3, o clima interno já apontava para problemas. Saídas de executivos estratégicos passaram a ocorrer, incluindo nomes ligados à harmonização das culturas das marcas.

Entre os resultados, as vendas caíram em várias unidades. O valor de mercado da Azzas recuou, ficando abaixo da soma de Arezzo e Soma antes da fusão. Apenas o braço feminino, herdado do Soma, mostrou crescimento.

Rony Meisler, fundador da Reserva, saiu logo após o início da crise. O afastamento de outros executivos reforçou a percepção de ruídos na gestão integrada.

Situação atual e próximos passos

O estopim veio com a saída da Reserva do núcleo carioca, interpretada como intervenção de Birman. Jatahy acionou a Justiça alegando prejuízos às sinergias. A disputa segue em arbitragem.

O Itaú foi contratado para assessorar a Azzas na avaliação de alternativas estratégicas. O mercado acompanha o desfecho, com rumores de desmembramento ainda em pauta.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais