O Brasil registrou aumento histórico no consumo de vinho, mesmo com a tendência global de queda. Segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho, o país atingiu 4,4 milhões de hectolitros, alta de 41,9% em relação ao ano anterior. O crescimento ocorre em meio a maior busca por rótulos orgânicos e naturais.
O movimento é impulsionado por produtores menores e por consumidores que buscam ingredientes mais puros. Pesquisas de mercado apontam que os vinhos orgânicos ganharam espaço no cenário nacional, fortalecendo a chamada viticultura sustentável.
Na prática, há uma consolidação dos orgânicos no universo de Baco. A visão de Lis Cereja, criadora da feira Naturebas, é de conectar o consumidor direto ao produtor, valorizando a terra e o trabalho do agricultor. O evento reúne vinhos naturais de várias origens.
Além do diálogo com produtores, cresce o interesse do público em vinhos que combinem sabor com saúde. Pesquisas indicam alinhamento entre vinhos naturais e hábitos de consumo mais consciente, alicerçados pela idade da Gen Z e por novas tribos consumidoras.
O peso dos orgânicos na viticultura brasileira
Relatos de especialistas apontam que o público passa a reconhecer o natural como uma opção de sabor autêntico. O movimento inclui presença de famílias tradicionais e novos perfis de consumidores, que veem o vinho como expressão de terroir.
Histórias e produtores que moldam o mercado
Casos de produtores como Carlos Sanabria mostram cidades como Bento Gonçalves (RS) fortalecendo vinhos autorais e orgânicos. Sanabria destaca rótulos temáticos que conectam música, arte e degustação, ampliando o alcance para diversos estados.
A produção orgânica segue com safras regulares, mantendo a proposta de valor voltada à pureza e ao respeito ao meio ambiente. A agenda de eventos inclui a Naturebas 2026, com shows, rodas de conversa e lançamentos de vinhos naturais.
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