Estrangeiros retiraram 8,9 bilhões de reais da B3 até 18 de maio, segundo dados diários da bolsa. O fluxo de investimentos externos ficou negativo em maio pela primeira vez em 2026, após um começo de ano firme.
Mesmo com o mês ainda aberto, o saldo de maio já mostra saída líquida de recursos. No acumulado de janeiro a maio, investidores externos ainda são positivos, em 48,2 bilhões de reais, quase o dobro do total de 2025.
A participação externa na B3 segue acima de 60% neste ano, o que amplia o impacto desses movimentos sobre o Ibovespa. O índice, que atingiu 199 mil pontos em 14 de abril, opera perto de 177 mil pontos em 20 de maio.
No entanto, o fluxo de janeiro mostrou resultados fortes: saída líquida de 26,4 bilhões desconsiderando IPOs e follow-ons. Enquanto isso, fevereiro registrou 15,4 bilhões, março 12 bilhões e abril 3,2 bilhões, todos positivos.
Mudança de humor
Analistas apontam sinais globais de que a guerra no Irã pode ter efeitos duradouros. Reformulações de política monetária em vários países reduzem o apetite por ativos de risco, o que pesa sobre ações brasileiras.
Além disso, o Ibovespa mais alto neste ano e o real mais forte reduziram um de seus diferenciais: a bolsa deixou de parecer barata, elevando a percepção de preço justo e limitando a valorização futura.
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