O mercado reagiu à tensão na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por meio de movimentos no câmbio e na bolsa. A leitura é de que a crise na campanha antecipou a precificação eleitoral, somando-se à desconfiança com uma possível reeleição de Lula.
Segundo o economista Sérgio Vale, chefe da MB Associados, a reação foi imediata. A volatilidade ocorreu já nos primeiros dias, antes do que se esperava, e refletiu o ajuste de preços diante de sinais políticos.
Vale aponta que parte do receio decorre da possibilidade de Lula vencer novamente e do impacto sobre a percepção fiscal. O mercado teria dado maior peso a um cenário com gestão fiscal mais forte em uma administração de direita.
Ainda de acordo com Vale, não há clareza sobre as posições de Flávio Bolsonaro sobre economia e contas públicas. Essa indefinição mantém a tensão e sustenta o nervosismo no câmbio.
O programa Mercado Aberto, com apresentação de Amanda Klein, vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, no UOL. A produção destaca os principais movimentos do mercado financeiro.
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