Willamy Frota, diretor da Aneel, afirmou nesta quinta-feira, 21, que apagões causam consequências irreversíveis e afetam dimensões sociais, econômicas e até a dignidade humana. A declaração ocorreu durante a sessão da Aneel que aprovou os contratos do leilão de energia organizado pelo governo em março.
O certame, considerado o maior da história, garantiu a contratação de 19 gigawatts de potência para assegurar o abastecimento em horários de pico e em condições climáticas adversas. Frota lembrou, ao relatar experiência como consumidor, o racionamento vivido em Manaus entre 1997 e 1998, quando houve interrupções de até seis horas diárias.
Adoção de medidas para a segurança energética foi apresentada como prioridade. Nas últimas semanas o leilão recebeu críticas e ações judiciais questionando a regularidade do processo. Durante a sessão, quatro entidades apresentaram defesas pela suspensão do certame, enquanto o procurador-geral da Aneel defendeu o prosseguimento.
O representante da procuradoria argumentou que não houve decisão judicial que comprove a probabilidade suficiente de suspensão e que contratar até o teto de preço pode evitar custos mais altos no futuro. A Aneel reiterou que a continuidade do leilão busca evitar impactos maiores à população.
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