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Ex-presidente da CVM propõe mudanças no FGC após escândalo do Banco Master

Ex-presidente da CVM propõe que o FGC pague apenas o principal mais inflação ou CDI, com supervisão única de títulos bancários após o caso Master

Marcos Lisboa conversa com Marcelo Trindade para o videocast Desenquadrando
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Ex-presidente da CVM, o advogado Marcelo Trindade, defende mudanças na distribuição de títulos bancários a investidores de varejo e na forma de indenização pelo FGC, após o escândalo envolvendo o Banco Master. A proposta visa reduzir riscos futuros e fortalecer a supervisão.

Segundo Trindade, o BC falhou na supervisão ao incentivar a competição, enquanto o mercado distribuiu CDBs do Master por plataformas digitais. Ele aponta que esse quadro pode ter contribuído para problemas no caso Master.

Ele também sustenta que a distribuição de títulos bancários por meio de plataformas digitais requer supervisão mais centralizada. Defende que apenas um regulador supervise a venda de debêntures, ações e CDBs, com o BC responsável pela captação de recursos por bancos.

Sobre o FGC, o ex-presidente propõe indenizar o investidor pelo valor aplicado corrigido pela inflação ou pelo CDI, em vez de pagar a remuneração prometida pelo banco. A mudança seria, segundo ele, urgente para reduzir riscos de custo ao Fundo.

Trindade sustenta que o episódio do Master evidencia um afrouxamento no padrão de vigilância. Ele liga esse cenário a efeitos da Lava Jato, ressaltando a queda de interesse de escritórios de compliance no Brasil. A entrevista ocorreu no videocast Desenquadrando.

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