A Ferrogrão deve ser leiloada no segundo semestre de 2026, conforme anúncio do ministro dos Transportes, George Santoro. O cronograma foi atraído por avanços nas discussões ambientais e pela tramitação do projeto no STF e no TCU. O ministro destacou que a etapa está bem encaminhada e que a decisão final depende do STF.
Santoro informou que o projeto ganhou atualizações técnicas e ambientais, incluindo estimativa de R$ 1 bilhão em compensações ambientais. A ferrovia aguarda a definição do STF sobre uma ação relacionada ao empreendimento, enquanto o TCU avança na análise regulatória.
Além da Ferrogrão, o governo tem uma carteira de oito projetos ferroviários para licitação, com três previstos para o segundo semestre. Entre eles está a relicitação da Malha Oeste, já aprovada pela ANTT para envio ao TCU.
Financiamento e viabilidade
O ministro citou negociações com o BNDES para criar uma linha de financiamento específica para projetos ferroviários greenfield, com prazo de até 50 anos e carência inicial de juros. Segundo ele, o financiamento não resolve sozinho as dificuldades de caixa, e o governo planeja mecanismos para preencher lacunas de viabilidade.
Entre as soluções estão investimentos cruzados e uso de recursos obtidos com renovações e outorgas ferroviárias. Santoro reafirmou a confiança na viabilização da carteira de ferrovias, destacando que os recursos devem beneficiar a própria infraestrutura.
Avanços em outros trechos
Também houve avanço na Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) após tratar com a Vale, e na modelagem da nova concessão da Malha Sul, que passará a ser dividida em três lotes após a não renovação do contrato com a Rumo. A expectativa é que o primeiro lote gere maior retorno para sustentar os demais trechos, incluindo investimentos para ampliar a conexão com os portos de Paranaguá e São Francisco do Sul.
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