Durante cerimônia de comemoração de 2 anos da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, nesta quinta (21.mai.2026), o Governo manteve as concessões no Norte e adiou para 2027 a definição de prioridades no rio Paraguai. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a necessidade de diálogo para superar entraves e consolidar uma narrativa sobre os benefícios das hidrovias.
O cronograma para as hidrovias Tapajós, Tocantins, Amazonas e Madeira permanece firme para este ano, mesmo com a revogação do decreto 12.600 e protestos de movimentos indígenas. A decisão não paralisou estudos nem a maturação dos projetos, segundo o secretário Otto Burlier, que afirmou ter continuidade nos processos.
As hidrovias do Norte são vistas como ferramenta para reduzir custos logísticos e abrir rotas de escoamento de produção agrícola para portos do Arco Norte. O modelo prevê que empresas privadas respondam por dragagem, derrocagem e sinalização, cobrando tarifas apenas de transportadores de carga, não de passageiros.
Desafios e custos
Segundo Walter de Souza, da CNT, o transporte hidroviário hoje representa menos da metade da participação que já teve na matriz, com 15% frente a 31% no passado. O modal rodoviário responde por 65% do transporte de cargas, tornando o aquaviário mais competitivo quando utilizado.
A demanda pelo modal permanece elevada. Em 2025, o volume de cargas nos rios atingiu 140 milhões de toneladas, crescimento de 8,5% ante 2024. O MoveInfra anunciou, nesta quinta, estudo para mapear gargalos com a Garín Partners, cobrindo 7 sistemas hidroviários e com conclusão prevista para agosto de 2026, para orientar diretrizes de 10 a 30 anos.
Objetivo técnico
O MoveInfra reúne seis grandes empresas de infraestrutura e busca apontar entraves regulatórios e operacionais que dificultam o aproveitamento pleno das hidrovias. O levantamento deve embasar políticas públicas e investimentos privados para ampliar a navegabilidade ao longo do ano.
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