O governo de Minas Gerais avança na privatização da Copasa. A venda de ações pertencentes ao state deve movimentar cerca de R$ 10 bilhões, segundo documento do processo de privatização da companhia, que atende 12 milhões de pessoas no estado.
A Copasa encaminhou à CVM o pedido de oferta pública secundária de ações. A operação envolve ações dos atuais acionistas, não novas ações (oferta primária).
A oferta inicial prevê 171,1 milhões de ações ordinárias, com direito a voto, além de um lote adicional de 19,135 milhões. Com base no fechamento de 19 de maio, de R$ 52,77, o valor estimado é de R$ 10,04 bilhões, incluindo os papéis adicionais.
A coordenação financeira fica a cargo do BTG Pactual, como líder, com BBA, Bank of America, Citi e UBS BB entre as instituições envolvidas. O preço final da oferta será definido em 2 de junho, após avaliação de demanda.
A privatização envolve a venda de ações base e adicional, o que implica a retirada total da participação estatal, hoje de cerca de 50,03%. Minerando o modelo de consolidar o controle na iniciativa privada.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) autorizou o prosseguimento das ações no âmbito do processo, segundo comunicado ao mercado na semana passada. A Copasa informou que o órgão aprovou o avanço da privatização.
Perfil da Copasa: a empresa atua em saneamento com 636 concessões de água, atendendo 11,9 milhões de pessoas em 5,8 milhões de unidades. No esgoto, são 309 concessões, atendendo 8,8 milhões em 4,3 milhões de unidades.
O governo detém 50,03% das ações; minoritários possuem 32,62%. Ainda há 17,07% de ações em mãos de estrangeiros e 0,28% em tesouraria. A sede fica em Belo Horizonte, e a Copasa tem 60 anos de atuação no setor.
No primeiro trimestre de 2026, a Copasa registrou lucro líquido de R$ 368,1 milhões, queda de 14,1% ante o mesmo período de 2025. O EBITDA caiu 3,2%, para R$ 787,4 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 2,128 bilhões.
Fontes indicam que a operação de venda de ações visa acelerar a privatização, com impactos ainda a serem avaliados por reguladores e pelo mercado. A conclusão final depende de etapas regulatórias e de governança.
Entre na conversa da comunidade