Entre outubro e novembro de 2025, um levantamento traçou o perfil de empreendedores em favelas, periferias e comunidades brasileiras. A pesquisa ouviu mil empreendedores já atuantes e mil potenciais.
Dos entrevistados, 75% se autodeclaram negros, 55% são mulheres e 39% ganham até dois salários mínimos. A maior parte atua no próprio território, com muitos trabalhando dentro de casa. A falta de recursos aparece como entrave recorrente.
Seis em cada dez começaram o negócio por necessidade, e nove em cada dez empreendem na própria favela. A pesquisa aponta que a limitação de acesso a crédito e a educação financeira dificultam a formalização e a expansão.
Nina Silva, empresária e especialista em inovação, ressalta que a falta de capital está ligada a processos estruturais que geram vulnerabilidade social. Políticas públicas são importantes para corrigir esse acesso e ampliar o crédito.
A especialista destaca que comunidades movimentam cerca de R$ 300 bilhões, mas enfrentam barreiras de crédito, como o CEP, que reduzem as oportunidades. Estudos globais mostram que racismo e misoginia também impedem a entrada de recursos na economia.
Dados de Record News e Link News sustentam a leitura de que o ecossistema periférico é potente, porém subinvestido, o que afeta o potencial de crescimento e inclusão.
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