O presidente-executivo do Standard Chartered, Bill Winters, pediu desculpas após afirmar, em uma conferência com investidores, que funções vulneráveis à automação seriam substituídas por capital financeiro e de investimento. A fala gerou reação entre trabalhadores e acionistas.
Winters explicou, em posterior publicação no LinkedIn, que reconhece o incômodo causado pelo uso de determinada expressão e disse estar comprometido em apoiar os funcionários no enfrentamento do ritmo acelerado de mudanças. A entrevista tratava da automação e de cortes de empregos.
A instituição revelou a expectativa de reduzir cerca de 15% das funções de back office nos próximos quatro anos, o que equivaleria a aproximadamente 7.800 cargos. O banco afirmou manter programas de transição interna para realocar colaboradores.
A conferência ocorreu no contexto de debates sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. Winters ressaltou que a automação não se trata apenas de redução de custos, mas de realocar pessoas para funções de maior valor agregado.
Desde então, Winters divulgou um segundo post para esclarecer o que foi dito e compartilhar o conteúdo completo dos comentários, afirmando que valoriza todos os colegas e que a organização continua ajudando na adaptação às mudanças.
Críticas e questionamentos sobre o tom da declaração surgiram nos comentários da rede social, com usuários apontando a diferença entre a mensagem no palco e o que foi escrito. Um participante sugeriu que a fala pode ter sido mal interpretada.
Ao redor do setor, empresas como Amazon, Meta e Microsoft também anunciaram cortes ligados à aplicação de IA, reforçando a percepção de mudanças profundas no mercado de trabalho, especialmente para trabalhadores de tecnologia e recém-formados. Fontes do setor apontam para um movimento global de reorganização de funções.
Entre na conversa da comunidade