O fundo americano Ares, gerido no Brasil pela Avalon, prepara a venda de uma carteira de 3.600 moradias de aluguel ligadas ao Plano Vive da Comunidade de Madrid. A operação, estimada em aproximadamente 600 milhões de euros, deve ganhar o mercado nas próximas semanas com apoio de consultorias como JLL e Eastdil.
As casas foram criadas a partir de concursos com uso de solo público, que cedem os imóveis por cerca de 75 anos para construção e operação de aluguéis abaixo do mercado. Parte da carteira já foi vendida anteriormente por Ares, mas apenas imóveis de mercado livre. Agora, o portfólio ligado ao Vive está em foco.
O que está em jogo
As moradias em questão ficam distribuídas em cidades como Alcalá de Henares, Colmenar Viejo, Getafe, Madrid (Valdebebas), Torrelodones, Alcorcón, Torrejón de Ardoz, San Sebastián de los Reyes, entre outros, abrangendo dois lotes do primeiro edital e parte do Vive III, com previsão de conclusão operacional até o fim do ano em alguns casos.
Quem está envolvido, quando e onde
Ares atua no país por meio da Avalon e está buscando compradores por meio de seus assessores JLL e Eastdil. A venda pode se fechar apenas em 2027, conforme análise do mercado e andamento das negociações com investidores de longo prazo, como seguradoras, fundos de pensão e infraestruturas.
Contexto do setor
O movimento se soma a outras grandes transações recentes no setor de aluguel residencial, incluindo aquisições e desinvestimentos de grandes gestoras. Observa-se interesse contínuo de grupos internacionais na carteira de imóveis de aluguel na Espanha, com foco em contratos de longo prazo e retorno estável.
Sobre a origem das concessões
Os empreendimentos vinculados ao Vive nasceram de concursos públicos que especificam uso de solo público, com arrendamentos de longo prazo para construção e gestão de imóveis com aluguéis abaixo do valor de mercado. O objetivo é ampliar o acesso à moradia com modelos de locação acessível.
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