A investigação sobre operações do Master, que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o banco Master, aponta recursos desviados de modo a financiar empresas com lucros obtidos por meio de fraudes em debêntures e na negociação de cotas de fundos. Os valores, segundo análise de processos da CVM citada pela colunista Natália Portinari do UOL, somam cerca de R$ 111 milhões transferidos para empresas de Vorcaro.
Questionado pelo UOL, o Banco Central afirmou que, na época, consultou a CVM e que não houve oposição à venda do controle do Máxima. A venda de controle ocorreu em outubro de 2019, em meio a suspeitas de fraudes que já eram conhecidas pela CVM na gestão de regimes de previdência.
As investigações envolvem fraudes na emissão de debêntures e na negociação de cotas de fundos de investimento fechados, com impactos a regimes de previdência públicos. A Foco DTVM, de Benjamim Botelho, figura entre os parceiros do esquema, que também integrou a operação ligada ao Master e ao Fundo Fake.
Desdobramentos da atuação regulatória
Entre 2020 e 2021, a CVM abriu e fechou acordos de cooperação envolvendo oito acusados, com multas somadas a cerca de R$ 2,3 milhões. Em paralelo, houve nova apuração sobre manipulação de preços e liquidez de cotas do Brazil Realty FII, envolvendo Vorcaro e o Master.
A tramitação do Processo Administrativo Sancionador (PAS) nº 19957.007976/2020-94 foi marcada por prazos dilatados e mudanças de posição. Em 2021, houve acusação formal pela área técnica, mas sem condenação até hoje.
Em 2024 e 2025, o acordo de TAC foi objeto de debates entre a CVM e o comitê, com valores negociados em até R$ 21,2 milhões. Um pedido de vistas suspendeu a análise, e o relatório final permaneceu sob apreciação, enquanto os envolvidos já enfrentavam medidas legais.
Entre na conversa da comunidade