Richemont registra alta de 11% nas vendas anuais impulsionada pela demanda por joias Cartier, em meio a uma desaceleração do mercado de luxo. O grupo suíço apresentou resultados no ano fiscal encerrado em março, com crescimento em moeda constante mesmo diante de ouro mais caro e dólar forte. A mídia destacou que o desempenho ficou acima das expectativas, mas a lucratividade ficou pressionada.
O crescimento foi impulsionado pela demanda por anéis e braceletes de alto valor, com todas as regiões contribuindo. Américas lideraram, registrando 17% de alta nas vendas a taxas de câmbio constantes. O peso do Oriente Médio e África também aparece no relatório, respondendo por cerca de 9% da receita do grupo.
Ações da Richemont recuaram após a abertura em Zurique, após alta inicial de quase 3 meses. A empresa elevou o dividendo em 10% e anunciou um dividendo especial de 1 franco suíço, além de um programa de recompra de até 10 milhões de ações. A comparação com rivais like LVMH e Hermes segue, com esses players também citando impactos do conflito regional.
Implicações financeiras e estratégias
O resultado acima do esperado contrasta com a queda na margem bruta e no lucro operacional, atribuídas ao efeito negativo do câmbio e de preços do ouro. A companhia mantém foco em joias finas, vistas como reserva de valor, o que ajudou a resiliência em meio à recessão do luxo.
O presidente Johann Rupert comentou sobre a influência da instabilidade global, reconhecendo a turbulência como parte do cenário atual, sem alterar a visão sobre o balanço ou a lucratividade. O relatório aponta que o Oriente Médio e África cresceram 13% em moeda constante, porém caíram 3% no quarto trimestre devido à demanda local e menor turismo.
Fonte: Bloomberg Linea.
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