Na SpaceX, a Starlink é a base de financiamento para as ambições interplanetárias da empresa de Elon Musk, incluindo a colonização de Marte e o avanço da IA. A venda de internet pela rede de satélites sustenta o maior IPO já imaginado pela companhia.
O prospecto preliminar, tornado público na quarta-feira, 20 de maio, mostra dados da unidade de conectividade. Em 2025, a Starlink registrou receita de US$ 11,4 bilhões, lucro operacional de US$ 4,4 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 7,1 bilhões, com crescimentos expressivos frente ao ano anterior.
A SpaceX como um todo apresentou prejuízo de US$ 4,9 bilhões em 2025, frente a um lucro de US$ 791 milhões em 2024. A receita da empresa cresceu 33%, para US$ 18,6 bilhões, em relação ao ano anterior. A maior parte do prejuízo está associada aos investimentos em IA, especialmente pela aquisição da xAI.
A divisão de atividades espaciais, responsável pelos lançamentos de foguetes, fechou 2025 com receita de US$ 4,1 bilhões, alta de 7,6%, mas com prejuízo operacional de US$ 657 milhões. O EBITDA ajustado caiu 43,4%, para US$ 653 milhões.
Starlink como pilar de crescimento
Fundada em 2002, a SpaceX evoluiu de uma empresa de transporte espacial para um modelo que financia-se com a Starlink. Lançada em 2015 e com serviços ao consumidor desde 2020, a rede de satélites é apresentada como a base para o crescimento da empresa.
No Brasil, a Starlink tem ganhado espaço. Dados da Anatel indicam 704,8 mil assinaturas até março, representando 1,3% do mercado e a 14ª posição no ranking de internet banda larga. Em 2025, a base de assinaturas foi de 606,1 mil, ante 326,8 mil em 2024.
Ainda segundo o prospecto, o mercado endereçável global envolve US$ 28,5 trilhões, com a IA respondendo pela maior parte do valor estimado (US$ 26,5 trilhões). A conectividade vem em seguida, com US$ 1,6 trilhão, e as operações espaciais somam US$ 370 bilhões.
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