O governo britânico sinalizou a ideia de estabelecer um único mercado de bens com a União Europeia, como parte da próxima fase da reforma pós-Brexit. A informação foi apurada pelo BBC.
A proposta surgiu entre oficiais do governo, com foco em ampliar a relação econômica além do que já está em negociação, que envolve comércio de alimentos, agricultura, energia e câmbio de emissões. Até o momento, não houve avanço concreto.
A justificativa é de que uma relação mais integrada poderia reduzir atritos comerciais após o Brexit. A ideia foi discutida em meio a ceticismo da UE e ao desejo de próximos passos mais ambiciosos antes de um cúpula prevista para julho.
Quem está envolvido: o chanceler Rachel Reeves e o premier Keir Starmer têm defendido uma relação econômica mais próxima com a UE. O governo afirmou que foram apresentadas várias opções à UE e que conversas seguem em andamento.
A UE já sinalizou resistência, lembrando que a flexibilidade depende de questões como a livre circulação de pessoas. Fontes britânicas disseram que o tema pode ganhar relevo no encontro previsto para os próximos meses.
A Comissão Europeia não comentou diretamente a proposta ao Guardian, mas indicou abertura para aprofundar cooperação industrial e defesa, citando também discussões sobre um empréstimo à Ucrânia.
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