O governo federal e o Congresso Nacional analisam ajustes na PEC que propõe o fim da escala 6×1, com redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A regra de transição prevista é de dois a três anos, com teto de salários de até R$ 16 mil. Horas reduzidas devem ser remuneradas sem encargos adicionais como férias e FGTS.
Empresas relatam que janelas de flexibilidade têm Impactos na gestão. Modelos como 5×2 reduziram a rotatividade, diminuíram atestados médicos e aumentaram a produtividade. Houve ganho de tempo para lazer dos colaboradores e uso de tecnologia para manter operações estáveis.
A DomEduc, Alphaville (SP), com 25 funcionários, adotou o 5×2 na área comercial via IA. A automação de etapas de matrícula redistribuiu tarefas, mantendo a experiência do aluno estável, segundo o CEO Douglas Domingues. A mudança visou eficiência e qualidade de vida.
O modelo também exigiu mapeamento de atuação humana e integração tecnológica no CRM. Segundo Domingues, a equipe passou a atuar de forma mais estratégica, com foco em conversão e relacionamento. O clima organizacional ficou mais leve; a empresa aponta maior engajamento.
A Seven Kings Burger, de São Paulo, implantou o 5×2 em todas as unidades em 2026, após piloto iniciado em 2025. Hoje são 30 funcionários, com faturamento de cerca de R$ 700 mil mensais. O proprietário Fernando Russel destaca resultados positivos acima das expectativas.
Segundo Russel, a mudança trouxe funcionários mais dispostos e menos atestados. A carga horária tende a ficar abaixo de 40 horas semanais, e o modelo é visto como benéfico para a saúde mental e para o tempo de lazer.
No Fala Bar e no Chora Café, no Rio de Janeiro, o 5×2 já vigorava desde 2024. Tomás Lemos, sócio, afirma que a equipe fica mais descansada e motivada, com melhoria operacional desde o início. A rotatividade caiu e há mais facilidade para contratações.
Lemos pontua que os funcionários percebem ganhos pessoais com mais tempo para solucionar questões e cuidar da saúde. O modelo também contribui para a qualidade do atendimento e da entrega de tarefas.
O Tirrô Confeitaria Artística, em Brasília, planeja transição para dois funcionários fixos em escala 4×3. O proprietário Rodolpho Tirrô distribui funções entre produção e desenvolvimento criativo ao longo da semana. A ideia é aumentar motivação e qualidade de entrega.
Tirrô já valoriza a qualidade de vida como parte da produtividade. O objetivo é ampliar o repertório criativo e tornar a equipe mais estável. O negócio opera com sazonalidade e faturamento entre R$ 6 mil e R$ 20 mil mensais.
A Gurumê, rede de culinária japonesa, iniciou a escala 5×2 em 2025, com piloto na unidade do Rio Sul, em Botafogo. Cinco das nove unidades já operam no formato; a meta é universalizar até o fim de 2026. A implantação usa escalas inteligentes sem ampliar o quadro de pessoal.
Jerônimo Bocayuva, sócio-fundador, afirma que a adoção equilibra vida pessoal e trabalho sem aumentar o número de funcionários. A empresa pretende fortalecer a retenção e a performance, reforçando a marca empregadora.
Profissionais e gestores destacam que a implementação envolve cuidados legais. Especialistas orientam formalizar alterações por escrito, com aditivos contratuais e termos de alteração. Indicadores como produtividade, assiduidade e estresse devem ser acompanhados.
Boas práticas ressaltadas por especialistas incluem racionalizar custos com tecnologia antes de alterar a escala. A NR-1 e novas tecnologias são vistas como oportunidades de ganho de produtividade. Mentorias e redes de aprendizado ajudam a transição.
A segurança jurídica é enfatizada como proteção para a empresa. O contrato de trabalho bem elaborado é a base de defesa, segundo especialistas. Acompanhar métricas ajuda a validar o modelo e a evitar riscos legais.
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