O mercado global de influenciadores virtuais pode chegar a US$ 45,88 bilhões até 2030, aponta a Grand View Research. O avanço da IA, da computação gráfica e a maturidade da creator economy impulsionam esse patamar.
No Brasil, o movimento começa a ganhar corpo, ainda em estágio inicial. Criar personagens digitais com IA é visto como estratégia para escalar, manter consistência e aumentar a eficiência no marketing digital.
Influenciadores virtuais oferecem controle total de narrativa, valores e posicionamento, operando de forma contínua e previsível. Empresas buscam ROI mais previsível e presença constante em canais digitais.
Contudo, o principal desafio permanece: entregar conteúdo de valor. Tecnologia sozinha não garante relevância; é preciso entreter, engajar e criar conexão real com o público, especialmente com a geração Z.
A IA gerativa eleva realismo e interações, permitindo narrativas mais complexas e integração com dados de performance em tempo real. Assim, o caminho é pela profissionalização e escalabilidade desses ativos.
Apesar do avanço, influenciadores humanos continuam relevantes e atuam como complemento estratégico em mercados cada vez mais híbridos, com atuação em campanhas de longo prazo e ativações multiplataforma.
Victor Trindade, CEO, ressalta que o investimento é contínuo. Marcas e plataformas devem pensar em como construir, operar e escalar esses ativos digitais de forma ética e orientada a resultados.
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