As mulheres avançam no mercado de investimentos, tanto no Brasil quanto no mundo. Dados recentes mostram que os ativos sob gestão por mulheres atingiram US$ 60 trilhões, com alta de 51% em cinco anos. Globalmente, a participação das investidoras passou a equivaler a 34% do total de ativos.
No Brasil, o crescimento é expressivo: o número de pessoas que investem em ações entre mulheres subiu 37%, chegando a 1,5 milhão e representando 27% do mercado em pessoas. A tendência acompanha a maior presença feminina no mercado de trabalho e a busca por autonomia financeira.
A pesquisa da McKinsey aponta que o patrimônio feminino pode chegar a 45% do total até 2030, com crescimento acima da média do mercado. Entre 2018 e 2023, o patrimônio dessas investidoras aumentou 51%, contra 43% do desempenho geral.
Esse movimento transforma o ecossistema financeiro. Verônica Pimentel, à frente da Oryx Capital, observa que as mulheres desejam participar ativamente das decisões financeiras de casa e mostram maior cuidado na seleção de investimentos.
Na prática, cursos voltados a finanças ganham espaço. A Belas Artes/SP, em parceria com o Grupo praElas, lançou uma pós-graduação para autonomia financeira, abordando investimento, planejamento patrimonial e carreira.
Plataformas exclusivas para mulheres também ganham relevância. A Fin4She já reúne cerca de 15 mil investidoras, enquanto plataformas de assessoria sinalizam maior propensão a investir valores maiores por mais tempo. Na B3, a média de investimento em renda variável entre mulheres é de cerca de 2.900 reais, frente a 1.600 reais de homens.
Sigrid Guimarães, presidente da Alocc, destaca que a maioria dos funcionários é mulher e que as contratações seguem mérito, sem cotas. Na Rio Bravo, a gestora de Gustavo Franco, as mulheres respondem por 60% do patrimônio administrado, comportamento que não contou com favorecimentos. Vanessa Faleiros, sócia da empresa, ressalta que o desempenho abriu espaço para o novo slogan da motivação feminina no mercado.
Avanço e ações
A rapidez do avanço feminino no mercado financeiro reflete mudanças estruturais, como maior participação feminina no trabalho e maior autonomia em relação a terceiros. O cenário indica que estratégias voltadas a educação financeira e inclusão poderão expandir ainda mais esse protagonismo.
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