O Santander continua ampliando presença entre as grandes operações de tecnologia nos EUA. A instituição atua como um dos colocadores da oferta pública de venda (OPV) histórica da SpaceX, prevista para este mês de junho. O movimento integra a estratégia de investimentos do banco em empresas ligadas à indústria espacial e à inteligência artificial (IA).
A OPV de SpaceX pode superar recordes, com estimativa de arrecadação entre 75 mil e 80 mil milhões de dólares e avaliação da empresa de até dois trilhões de dólares. O roadshow aos investidores deve começar nos próximos dias, conforme o prospecto apresentado à SEC.
Entre os assessores de SpaceX constam Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, JP Morgan e Citi. O Santander US Capital Markets LLC figura como um dos colocadores, reforçando a atuação do banco em operações com líderes tecnológicos.
OpenAI e outras parcerias com grandes nomes da tecnologia
O Santander também participa de operações com a OpenAI, rival de Elon Musk e braço de Sam Altman. O banco integrou um sindicato de bancos que concedeu uma linha de crédito renovável de 4,7 bilhões de dólares à OpenAI, anunciada no fim de março.
Essa linha de crédito soma-se a uma rodada de financiamento de 122 bilhões de dólares fechada pela empresa, com participação de JPMorgan, Citi, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Wells Fargo, Mizuho, Royal Bank of Canada, UBS e HSBC. A atuação do Santander já havia ocorrido em 2024, em linha de crédito de 4 bilhões de dólares à OpenAI.
O Banco Santander também participa de operações com outras megacorporações da tecnologia. Em meio ao crescimento de infraestrutura de IA, o grupo integrou operações de dívida de grandes empresas, incluindo a emissão de títulos da Amazon, com participação de BBVA, e a colocação de dívida de Alphabet (Google e YouTube). Também atuou como co‑manager na emissão de Oracle.
Em operações anteriores, o Santander integrou sindicatos de bancos que financiaram projetos de alto valor com a Amazon, a Alphabet e a Oracle, demonstrando consistência da instituição no mercado de capitais americano. A estratégia pauta-se pela diversificação de clientes em tecnologia, IA e exploração espacial.
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