O estudo conduzido por Daniel Duque, Fillipi Nascimento e o autor analisa mudanças geracionais na educação e na renda no Brasil. Millennials estudaram mais, mas enfrentaram um mercado de trabalho com menos crescimento e menos segurança econômica. A geração X viveu um período de maior estabilidade inicial.
Entre os dados, a pesquisa aponta que os millennials, especialmente os nascidos entre 1992 e 1994, tiveram maior acesso ao ensino médio e à universidade. Mesmo assim, o diploma perdeu parte de seu valor relativo frente ao cenário econômico recente. A renda mediana aumentou apenas de forma restrita para esse grupo.
Até aqui, destacam-se paradoxos: quem mais estudou não garantiu automaticamente renda superior ao longo da vida. Homens brancos da geração X ainda tinham rendas superiores a mulheres brancas, negras e homens negros da geração seguinte, mesmo com avanço educacional.
Educação e trajetória profissional
Os custos de moradia e a economia brasileira influenciaram o comportamento dos jovens. Entre os millennials, houve queda na proporção de jovens de renda alta morando sozinhos e com imóvel próprio, levando muitos a permanecer na casa dos pais por mais tempo.
Tempo de casa e mobilidade
O estudo mostra que, para jovens de alta renda, permanecer na casa dos pais pode funcionar como trampolim para estudos avançados e preparação profissional. Já jovens de baixa renda tendem a sair mais cedo para enfrentar o mercado de trabalho.
Implicações econômicas
A pesquisa sugere que a educação continua abrindo portas, mas o retorno depende de políticas públicas, distribuição de renda e do ritmo de crescimento econômico do país. A promessa associada ao diploma não se manteve equacionada apenas pelo mérito educacional.
A conclusão volta ao retrato inicial: uma mãe de classe média que investiu na educação do filho não está sozinha ao questionar o rendimento do diploma. O desafio reside em políticas que ampliem oportunidades sem depender apenas do investimento individual.
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