A redução do Bolsa Família ganhou destaque após cortes no orçamento e na value real do benefício, que impactam famílias atendidas pelo programa. Dados mostram queda de receitas públicas destinadas ao programa nos últimos dois anos, em meio a mudanças administrativas e conjunturais.
Em março, a despesa acumulada com o Bolsa Família nos últimos 12 meses ficou abaixo de 160 bilhões de reais, ante quase 190 bilhões no mesmo período de dois anos antes. Os federais apontam cortes reais no orçamento desde então, sem reativar o pedido de ampliação de valor.
O governo afirma ter ajustado o programa, com a reclassificação de recursos e ajustes que reduziram o montante anual. Analistas destacam que essa trajetória ocorre em meio a melhoria do mercado de trabalho, mas ressaltam que o valor do benefício sofreu quedas expressivas.
Luciano Huck, em evento do Esfera, levantou questionamentos sobre as portas de saída do Bolsa Família. As falas repercutiram entre apoiadores da assistência social, que pedem que haja clareza sobre metas futuras de gasto.
Para Huck, a pauta não deve ficar restrita ao financiamento, e sim propor alternativas mais abertas ao debate público. Ele mencionou a renda universal infantil como opção adotada por outros países para evitar desestimular a busca por trabalho.
A proposta defendida envolve tratar a vulnerabilidade familiar pela presença de crianças, e não apenas pelo nível de renda. A discussão sobre formatos de proteção social, como renda infantil universal, ganha adesões entre especialistas e setores da sociedade.
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