O Banco Central informou nesta segunda-feira (25) que a liquidação extrajudicial do conglomerado Banco Master não gerou efeitos no sistema financeiro nacional. Segundo o BC, os clientes ressarcidos pelo FGC teriam redirecionado os recursos para instituições maiores, eliminando reflexos no pleno funcionamento do sistema.
Contudo, o economista Roberto Troster diverge da avaliação oficial. Para ele, houve impacto financeiro, mesmo sem danos ao funcionamento geral do sistema. Ele sustenta que o custo aparece no redesenho das contas dos bancos, já que as contribuições ao FGC devem subir para compensar o prejuízo.
Troster aponta a necessidade de uma auditoria externa para entender as falhas que levaram aos desdobramentos do caso. Segundo o economista, é essencial questionar o papel do Banco Central, entender onde houve falha e identificar medidas de aprimoramento.
Auditoria externa
De acordo com Troster, uma auditoria independente poderia mapear as falhas operacionais e de governança que contribuíram para o episódio, além de avaliar os impactos diretos sobre o custo do crédito e a solidez do sistema financeiro.
A defesa por auditoria acompanha a ideia de que o episódio serve como alerta para revisar procedimentos regulatórios e de supervisão. O objetivo é evitar recorrências e aumentar a resiliência do setor diante de crises semelhantes.
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