A possibilidade de extinguir a escala 6×1 ainda neste semestre tem recebido críticas do setor empresarial. Associações e entidades do comércio admitem impactos financeiros e operacionais, além da necessidade de reajuste de quadro de funcionários para manter a operação.
Analistas dizem que o fim da escala impactaria a política de custos das empresas, com ampliação de equipes em até 20% para sustentar horários e atendimento. O debate envolve mudanças na jornada, descanso semanal e regras de salários, com diferentes visões sobre o efeito no consumidor.
No âmbito das propostas, o relator detalha a manutenção de 8 horas diárias, a ampliação do descanso semanal para dois dias, e a proibição de redução salarial. Observadores apontam que tais medidas podem reduzir a flexibilidade das empresas para adaptar contratos.
A FecomercioSP avalia que o prazo de transição de pouco mais de um ano é insuficiente para planejamento. Segundo a entidade, custos, logística e reposição de estoques exigem ciclos maiores, dificultando a adaptação segura e sustentável.
Para o setor de lojistas, a transição rápida pode elevar custos operacionais, com impacto direto sobre preços ao consumidor. Pontos de negociação incluem flexibilizar a CLT, com contratação por horas e negociação direta entre empresa e empregado.
Entre as entidades que acompanham o tema, a Ablos alerta para riscos de aumento de custos, fechamento de operações e cortes de empregos no varejo, especialmente para lojistas de shopping de pequeno e médio porte.
A indústria também teme o repasse de custos aos preços, já que a redução imediata da jornada pode ocorrer em etapas e após as eleições. Organizações defendem rediscutir encargos trabalhistas para atenuar impactos econômicos.
No Senado, a atuação do empresariado deverá intensificar-se. A pauta inclui categorias industriais e de serviços, com o objetivo de discutir mudanças sem comprometer a competitividade. O foco é preservar previsibilidade e equilíbrio das relações trabalhistas.
No momento, autoridades e entidades avaliam caminhos para reduzir riscos de judicialização. As mudanças propostas exigem renegociação de acordos coletivos vigentes, evitando conflitos jurídicos e assegurando estabilidade contratual durante a transição.
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