Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Galípolo aponta risco de distorção na proposta de ampliar cobertura do FGC

Banco Central vê risco de distorção ao ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos; mantém foco na proteção ao varejo e na relação risco-retorno

Galípolo: "Tenho bastante receio de a gente provocar uma distorção sobre o que é a finalidade do FGC"
0:00
Carregando...
0:00

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira, 25 de maio, que vê com receio propostas de ampliar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) por entender que mudanças podem distorcer sua finalidade. A declaração ocorreu durante a apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025.

As falas ocorreram diante de proposta do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para ampliar a cobertura do FGC a depósitos feitos por Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e entidades de previdência complementar no Banco Master. A ideia é expandir a proteção já oferecida aos participantes do varejo para outros agentes do mercado.

Galípolo destacou que o FGC foi criado para proteger investidores de varejo, e não institucionais ou profissionais, e que o valor médio dos ressarcimentos é bem menor que o teto atual de 250 mil reais. Ele ressaltou a cautela ao alterar regras que podem impactar a relação entre risco e retorno.

Riscos e impactos

O presidente do BC afirmou que aumentar o teto ou incluir novos tipos de depósito pode criar distorções na finalidade do FGC, elevando riscos e afetando a “equação” entre probabilidade de sinistros e custos do fundo. Não cabe ao BC avaliar diretamente a tramitação no Congresso, mas o tema provoca preocupação sobre o funcionamento do FGC.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais