O governo federal estuda prorrogar os subsídios concedidos a produtores e importadores de diesel. A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante seminário promovido pela Ferjan, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (25). A medida visa conter impactos da alta de preços e proteger o setor produtivo.
O ministro lembrou que o reajuste no mercado internacional de petróleo tem sido alimentado pela continuidade da guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã. Segundo ele, ainda há efeitos negativos que podem pressionar o diesel, mesmo com efeitos já contidos no curto prazo.
Elias Rosa afirmou que o governo está disponível para reeditar ou ampliar as medidas caso haja necessidade. A prioridade é evitar descompassos nos preços e preservar setores vulneráveis da economia, mantendo o timing das ações.
Como funcionam os subsídios
Em março, o governo zerou o PIS/Cofins sobre o diesel e criou subsídios temporários. O pacote inicial ofereceu 0,32 por litro, seguido de um adicional de 1,20 por litro para importadores, dividido entre União e Estados, com 0,60 para cada lado. O diesel produzido no Brasil a partir de petróleo nacional teve adicional de 0,80 por litro.
As duas medidas contribuíram para reduzir riscos de alta acentuada nos preços, segundo o ministro. A possibilidade de ampliar o suporte permanece sob avaliação, sem previsão de prazo ou custo definidos.
Panorama e próximos passos
O governo não informou quando decidirá sobre a prorrogação, nem por quanto tempo as medidas poderiam permanecer em vigor. A avaliação envolve impactos geopolíticos, cenários de abastecimento e efeitos sobre o setor produtivo nacional. A expectativa é manter respostas rápidas diante de volatilidades do mercado.
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