A Ibovespa encerrou o pregão em alta, diante de um dia de feriado nos EUA que reduziu o giro de negócios e limitou o interesse de capitais estrangeiros. O petróleo voltou a pressionar o humor do mercado, com o Brent recuando 7% na sessão, o que ajudou a aliviar tensões entre ações, renda fixa e câmbio.
Mesmo com o recuo do petróleo, o humor financeiro seguiu misto. A bolsa brasileira avançou 0,9%, próximo de 178 mil pontos, em meio a uma carteira que acumula queda de 5% no mês e alta de 10,36% no ano. O giro financeiro ficou em R$ 9,96 bilhões, 45% abaixo da média de 12 meses.
Motivos do movimento no câmbio e nos juros
O dólar à vista caiu 0,2%, para R$ 5,02, ajudando a conter perdas locais. No mês, a moeda subiu 1,35%, mas, no ano, a desvalorização frente ao real chega a 8,6%. Analistas atribuem a queda do dólar à ausência de gatilhos imediatos, com mercados atentos a dados do Banco Central e ao Boletim Focus, além de debates sobre a política fiscal.
No front de juros, houve ajuste moderado nas expectativas. As maiores curvas DI mostram quedas curtas, com prazos mais longos sinalizando preocupação com o cumprimento de contas públicas. Para janeiro de 2027, a taxa passou de 14,08% para 14,01% ao ano, enquanto janeiro de 2031 recuou de 13,97% para 13,80% e 2036 caiu de 14,05% para 13,89%.
O que esperar para o Ibovespa e o ambiente externo
Analistas destacam que o Ibovespa pode reagir positivamente a um alívio maior na Selic, especialmente com desempenho favorável de bancos, ainda que as petroleiras acompanhem a oscilação do petróleo. O banco Itaú BBA aponta um piso técnico próximo de 173.500 pontos, com risco de nova realização se o índice derrubar esse nível.
No cenário externo, a evolução das negociações entre EUA e Irã é determinante para o ritmo de recuperação. As próximas sessões devem confirmar se há retomada de liquidez global, o que pode favorecer o Ibovespa com o fluxo de capitais externos, desde que o quadro de inflação e juros permaneça contido.
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