O leilão da Rota dos Sertões recebeu três propostas e ocorre nesta quinta-feira na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. A concessão envolve a BR-116/324, trecho que liga Feira de Santana, na Bahia, a Salgueiro, em Pernambuco. O critério é oferecer o maior deságio sobre a tarifa básica de pedágio.
Entre os proponentes, está um consórcio formado pela Mota Engil (Portugal), a gestora Galapagos Capital e a Neo Invest, controlada pela Nova Infra Invest, braço da Novonor. O grupo integra a Nova Infra Invest da Novonor, ligada à Odebrecht.
Outro consórcio é liderado pela DMDL, com participação da Aspen, empresa de engenharia. O terceiro grupo reúne a Yvy Capital, gestora associada a Paulo Guedes, e o grupo Houer.
Propostas em detalhe
A Rota dos Sertões tem 502 quilômetros de extensão, com investimentos estimados em 4,13 bilhões de reais em Capex e 4,4 bilhões em Opex, segundo o edital. O contrato tem duração de 30 anos.
O edital prevê cinco praças de pedágio em Feira de Santana, Teofilândia, Quijingue, Chorrochó e Cabrobó. Tarifa básica está fixada em 0,09505 reais por km na pista simples e 0,12356 reais por km na pista dupla.
A duplicação da rodovia ocorre em trechos contínuos e descontínuos entre Serrinha e Tucano, com conclusão prevista até o sexto ano de concessão. Atualmente não há pedágio nesse trecho.
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