O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou preocupação com mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ele, tais alterações podem distorcer a finalidade do fundo, criado para proteger investidores de varejo. A observação foi feita durante o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.
Galípolo destacou que o tíquete médio de ressarcimentos do FGC é baixo, ficando abaixo de R$ 250 mil, o que reforça a ideia de que o instrumento atende principalmente o investidor de varejo. Ele enfatizou a necessidade de manter o arcabouço atual para evitar desequilíbrios que elevem o risco de sinistros.
O presidente afirmou ainda que gestores de fundos de pensão e de entidades semelhantes atuam como investidores profissionais, com remuneração para esse tipo de aplicação. Em suas palavras, é crucial não modificar a lógica do FGC para não ampliar desproporcionalmente a proteção oferecida.
Posição sobre mudanças no FGC
Durante o debate sobre o tema, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou um projeto que inclui depósitos de regimes próprios de previdência social (RPPS) e entidades de previdência complementar entre as categorias protegidas pelo FGC, em especial no Banco Master.
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