A economia japonesa ganha um novo eixo de crescimento: o interesse por gatos, batizado de catnomics. Relatório recente aponta que os felinos devem acrescentar quase ¥3 trilhões (cerca de US$ 18,8 bilhões) ao PIB do país neste ano, apoiando mercados de alimentação, lazer e produtos. O fenômeno envolve desde a literatura até bairros inteiros de grandes cidades.
A influência é sentida em todo o Japão. Em Tóquio, Yanaka Ginza é apresentada como a “cat town”, atraindo visitantes internacionais que adquirem lembranças temáticas, como imãs de geladeira e louças com motivo felino. A cidade registra lojas que vendem itens com gatos e serviços de personalização de selos com tema felino.
Em termos demográficos, o Japão tem cerca de 8,8 milhões de gatos e 6,8 milhões de cães em residências, segundo a Japan Pet Food Association. O estudo também revela que o gasto médio anual por domicílio proprietário de gato gira em torno de ¥1,8 milhão ao longo da vida do animal, destacando o peso econômico do setor.
A economia por trás dos felinos
Especialista em economia animal estima, em estudo recente, que o valor gerado por gatos deve se manter estável em 2026, aproximando-se de ¥3 trilhões. A análise considera gastos de consumidores em cafés de gatos, itens como fotolivros e salários de empresas ligadas a alimentação animal.
Contexto cultural e social
Tradicionalmente, gatos são vistos como símbolos de boa sorte no imaginário japonês, presente no *maneki neko* e em referências literárias de peso. Autores contemporâneos, como os que popularizaram obras com gatos, ajudam a moldar um marketing que transforma animais de estimação em marcas e atrações culturais.
Perspectivas para o futuro
A demografia japonesa em envelhecimento pode reduzir, a longo prazo, o contingente de gatos em domicílios. Enquanto isso, o país segue demonstrando como a relação humano-animal pode impulsionar setores do varejo, turismo e mídia, consolidando o papel dos felinos na economia nacional.
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