A Ferrari lançou nesta segunda-feira seu primeiro carro totalmente elétrico, o Luce, com preço estimado em US$ 640 mil (cerca de R$ 3,2 milhões). O modelo de cinco lugares marca uma mudança na linha de produção da montadora italiana, desenvolvida em parceria com a LoveFrom, estúdio fundado por Jony Ive.
O Luce utiliza motor elétrico em cada roda e acelera de 0 a 96 km/h em aproximadamente 2,5 segundos. A fabricante assegura que todas as peças são desenvolvidas internamente, permitindo ao grupo realizar reparos na própria operação e manter o valor de revenda do veículo.
A Ferrari descreve o Luce como um marco de design, rompendo com o tradicional visual da marca. Executivos afirmam que a mudança foi pensada para ampliar o portfólio sem abandonar a identidade de exclusividade que define a Ferrari.
Reações e cenário competitivo
As redes sociais repercutiram o lançamento com críticas e elogios, variando entre debates sobre o estilo e o potencial de mercado. O anúncio ocorreu após a Ferrari admitir, no passado, ter reconsiderado a estratégia de eletrificação, optando por híbridos antes de avançar para o elétrico.
O CEO Benedetto Vigna enfatizou, em Roma, que o desenvolvimento do Luce levou cerca de cinco anos. A empresa planeja manter a oferta de combustão interna e de híbridos ao lado do modelo elétrico.
O mercado de luxo tem visto outros players recuarem nos planos de eletrificar suas linhas. Lamborghini optou por híbridos, enquanto Porsche ajustou expectativas diante da demanda e de tarifas em mercados-chave. Fabricantes ocidentais enfrentam ainda a concorrência de fabricantes chineses, que oferecem custos menores e timelines mais ágeis.
A Ferrari, porém, permanece como a marca de maior valor entre as europeias, sustentando-se pela venda de modelos extremamente exclusivos. No último exercício, as ações da empresa registraram queda anual expressiva, refletindo o impacto da inflação global sobre produtos de alto padrão.
Entre na conversa da comunidade