A tilápia, originária da África, pode ser classificada como espécie exótica invasora no Brasil por sua disseminação descontrolada que pode afetar plantas e animais nativos. A lista funciona como guia técnico para políticas públicas, segundo o governo, mas preocupa produtores quanto à imagem externa do produto brasileiro.
A Comissão ambiental aponta que a rotulagem de invasora não implica banimento, mas reforça a necessidade de monitoramento. A tilápia tem sido citada como resistente e competitiva diante de comunidades de peixes nativas, o que levanta dúvidas sobre impactos ecológicos e comerciais.
Impacto econômico potencial
A Associação Brasileira da Piscicultura projeta queda de até 90% nas exportações de tilápia caso mercados externos imponham barreiras ambientais e sanitárias. O prejuízo anual estimado pode ultrapassar US$ 38 milhões, chegando a US$ 64 milhões incluindo efeitos sobre outros peixes, como o tambaqui.
Outros alvos da avaliação
Além da tilápia, espécies florestais como eucalipto, pinus e acácia estão na mira. Frutas comuns, como manga, goiaba e jaca, também passam por avaliação. A incerteza jurídica preocupa o setor, pois pode frear investimentos em indústrias que geram empregos.
Reação do Congresso
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que obriga o governo a consultar ministérios da Agricultura e da Pesca antes de medidas ambientais desse tipo. A medida busca balancear impactos econômicos e sociais com a avaliação técnica.
Posicionamento do governo
O Ministério do Meio Ambiente afirma que não haverá banimento do cultivo de tilápia. O foco é o monitoramento para proteger a biodiversidade, mantendo a tilápia na produção comercial, por enquanto, segundo o governo.
Entre na conversa da comunidade